Hangout: S+ e o Facebook Ads c/ Fábio Prado Lima

Procurando sobre o Tarcízio Silva no YouTube, encontrei um vídeo com uma “entrevista” (mais pra uma conversa) sobre inteligência digital de mais ou menos 1h de duração. Nos vídeos relacionados, percebi que outros profissionais de renome no mercado – com esse post do Hilário Jr. no fim de semana, conheci (de nome) ainda mais gente bacana – também tinham vídeos semelhantes e acabei descobrindo o canal Social Plus, com mais de 30 entrevistas e duas temporadas de duração.

Resolvi começar do começo e assisti ao primeiro vídeo do canal, com o Fábio Prado Lima – juntando a minha vontade de aprender sobre as diferentes modalidades do marketing digital e o meu “TOC” de seguir a ordem das coisas. Quem trabalha ou simplesmente é um entusiasta de Social Media deve conhecer o Fábio pelas suas publicações valiosas em seu perfil no Facebook, onde apresenta novidades e dá dicas de como fazer um bom uso da plataforma para as empresas. No vídeo, ele também conta que é fundador da AdResults, agência especializada em Facebook Ads, e que começou a estudar sobre o assunto em 2010/2011 – mas que aprendeu (e continua aprendendo) mais na prática, testando e avaliando os resultados.

O primeiro passo para começar a investir no Facebook, explica, é ter bem definidos os objetivos que essa ação estratégica de comunicação pretende alcançar. Para isso, é preciso ter em mente quais são os KPIs que devem ser analisados e fazer um bom briefing que proporcione o bom direcionamento das campanhas. Tendo isso bem esclarecido, ele ratifica que não há uma ciência exata, é preciso começar investindo baixo (quem não tem experiência) e tentar mensurar os valores aplicados para que se calcule o retorno do investimento. A partir daí, será possível analisar quais anúncios têm melhores desempenhos e por que isso acontece, o que vai permitir melhores práticas para ações futuras. Ou seja, para quem quer começar, não é difícil, basta seguir essa lógica de testes e buscar compreender as variáveis do ROI – o que só será possível com a prática.

“É do interesse do próprio Facebook facilitar cada vez mais para que você possa investir. O Facebook está interessado nas milhões de pequenas e médias empresas do mundo que não investiam porque não tinham conhecimento – mas, agora, podem passar a investir porque tem mais informações na própria rede.”

Como não é uma vídeo-aula (essa não é a proposta do projeto), mas sim uma conversa, tudo flutua ao redor das dúvidas dos usuários – que mandaram perguntas à época do Hangout. Então ele fala bastante sobre o universo do Facebook Ads, como, por exemplo, quando explica que um fã de uma página só tem valor real quando é capacitado a participar de verdade (passível de gerar conversão). Ou seja, um bom CPF não significa um valor baixo para conquistar um fã, mas um valor razoável que atraia fãs qualificados (geralmente mais caros, mas que fazem a diferença no ROI).

Ele também explica sobre o orçamento “mínimo” (ou baixo, low budget), para anunciar no Facebook, com duas questões: 1) o importante é segmentar bem para alcançar o público que se deseja de verdade; 2) é preciso que haja uma comunicação integrada de marketing para que um bom anúncio não leve os usuários a uma página que faz um trabalho medíocre, ou que não corresponde ao nível do anúncio clicado. Dentro desse contexto de relação agência e empresas, ele também comenta que as marcas estão cada vez mais compreendendo o poder dessa plataforma de rede social e que a tendência é melhorar (isso em fevereiro de 2014).

Dois problemas sobre o qual ele responde no vídeo é a discrepância dos valores mostrado nos relatórios do Facebook comparado aos dados de Web Analytics e o tempo de aprovação para a veiculação dos anúncios. Para o primeiro, ele explica que, na maioria dos casos, é preciso verificar a programação da página da web para perceber se o código que faz o levantamento do site não está apenas numa página específica. No segundo caso, sobre o tempo de aprovação, o histórico da conta pode pesar nessa demora, assim como a demanda da equipe do Facebook – mas é possível preencher formulários (após um dia de espera) ou reconfigurar algum detalhe do anúncio para que seja reavaliado pela plataforma.

Na disputa Google Adwords x Facebook Ads, ele conta que não há disputa – cabe às empresas e às agências determinarem qual a melhor mídia para se anunciar. A ferramenta do Google, por estar presente no local onde há pesquisa ativa dos usuários (que já estão a procura de algo), a taxa de conversão tende a ser maior. No entanto, o Facebook oferece uma segmentação mais qualitativa, o que pode indicar um ROI mais favorável. Para venda, é aconselhável que os dois sejam testados e, quem tiver melhor desempenho, receba maior verba. Em off: um problema do Facebook é que o atendimento para pequenas e médias empresas é um pouco precário (comparado ao Google, por exemplo) – talvez isso, um ano e meio depois, já tenha melhorado.

Dúvidas e aplicações na ferramenta:

Power Editor x Ads Manager -> o primeiro tem ações em massa e configurações avançadas, enquanto o segundo é mais amigável;

Os tipos de campanhas (engajamento, curtir, baixar app, confirmar presença em evento, etc.) está intrisicamente relacionado ao objetivo traçado;

Facebook Exchange -> faz o trabalho de retargeting (“reimpactar” usuários através de sites visitados), com um custo alto porém boa taxa de conversão – manual (listas) e dinâmico (produtos de e-commerce);

Para segmentar por sistema operacional -> basta configurar no Power Editor;

Melhor desempenho de um anúncio numa campanha com três ads -> recomenda-se que teste cada um deles dentro do período correto e com o mesmo número de impressões, além de diferenciá-los em aspectos únicos, para que seja possível identificar o que funciona melhor ou pior;

Nos últimos trinta minutos de vídeo, as perguntas ficam muito específicas sobre problemas na ferramenta e se torna um papo mais para quem tem experiência ver (que não é o meu caso). Mas, no geral, é uma conversa bastante descontraída e rica no sentido de se familiarizar com termos importantes sobre o assunto. Como expliquei anteriormente, não é um “material educativo”, mas é literalmente uma conversa sobre algo que tange o marketing digital – bastante presente nos dias de hoje.

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