Leituras da semana: as novas reações do Facebook, a grandeza da Netflix e o futuro da TV

A última semana foi bastante agitada para os profissionais de mídias sociais. Isso porque o gigante da internet, sozinho, anunciou e colocou no ar diversas novidades, dentre elas: GIFs disponíveis para todas as páginas (apenas no PC), anúncios em leads liberados para todos, feeds com carregamento personalizado para a conexão da internet do usuário e muito mais. Ainda assim, há vida além do Facebook, e cá estou para comprovar essa afirmação com alguns textos que li durante a semana sobre novidades e aprendizados do trabalho de social media (ou marketing digital como um todo).


As novas reações do Facebook

Embora a empresa de Zuckerberg tenha anunciado muitas novidades nos últimos dias, a maior – e mais significante, com certeza – foram as alternativas ao botão “curtir”. A novidade está em fase de teste na Irlanda e na Espanha e, se tudo andar bem, deve ficar disponível para o mundo todo em breve. Com isso, há dois contextos a serem analisados: o dos usuários e o dos profissionais de métricas. Embora o verdadeiro desafio esteja nas mãos dos últimos, os primeiros também vão ter que se adaptar (ou não) a essa mudança. O problema que enxergo para os usuários é no histórico ruim de empresas tentando oferecer muito às pessoas que querem pouco (no sentido de praticidade, um botão só já basta). E, para os profissionais, surge um novo desafio de como mensurar esses sentimentos. Como lidar com o sarcasmo? O monitoramento de mensagens (via Twitter, por exemplo), por ser a interpretação de um texto, permite pensar de forma humana no que a pessoa realmente quer dizer. Mas como aplicar isso a um emoji? Os textos que selecionei abaixo refletem um pouco sobre essas questões:


O passarinho na gaiola

Antes da novidade do Facebook, tinha me deparado, logo no começo da semana, com uma notícia de que o Twitter estava fechando o seu API público. Em termos técnicos, não sei o que isso significa; em termos leigos, compreendi que os dados que o Twitter disponibilizava para empresas e desenvolvedores agora será pago. E aí eu lembrei de quando descobri que, antigamente, o Facebook coletava dados dos perfis públicos dos usuários. Infelizmente, quando descobri isso, já era tarde demais – a API 2.0 já estava valendo e isso não era mais possível. O que parecia óbvio pra mim (“não dá pra coletar o que as pessoas postam em seu feed de notícias no Facebook”) tinha acabado de se tornar novidade, mas não busquei saber mais sobre isso. Com essa nova manobra do Twitter, resolvi buscar a fala de profissionais capacitados que explicassem, de fato, o que essa mudança (a do Facebook, na época) significava. A ação do Twitter não foi a mesma, ele só passou a cobrar pelo que Zuckerberg sempre cobrou. Ainda assim, os textos são válidos no sentido de que reforçam algo muito importante: profissionais que trabalham com o meio digital não podem ficar presos às ferramentas, afinal, eles estão sempre mudando; o trabalho envolve compreender pessoas/comportamentos e ter uma ótima capacidade para analisar cenários/dados – e isso vai ser sempre atual.


A grandeza da Netflix

Se a Netflix fosse um país, já seria maior que a Grã-Bretanha. E os números já devem ter aumentado, já que a notícia é de julho deste ano. Mas como a Netflix consegue atrair tantos usuários-consumidores? O bom trabalho com big data já foi mencionado no hangout sobre monitoramento e métricas, mas vale explorar mais como a empresa consegue entender tão bem o que oferecer ao usuários – para isso, selecionei três textos abaixo. O último, do Simply Measured, traz um levantamento breve de como o serviço de streaming também se utiliza muito bem do trabalho nas mídias sociais – no caso, o Facebook – para conseguir mais espectadores para as suas séries.


O futuro da TV no digital

E como fica a TV com essa ascensão de serviços de streaming junto à popularidade de criadores de conteúdo para o YouTube? Vários casos de segunda tela já comprovaram que a TV (pelo menos por enquanto) não vai morrer, mas vai receber um companheiro móvel. O futuro da televisão parece estar na captação ao vivo de dados (primeiro link) para otimizar o direcionamento de campanhas (segundo link). Ainda assim, há muito o que competir com Netflix e cia. (terceiro link). E enquanto o Twitter segue preferido para essas conversações, o Facebook tenta entrar no jogo (quarto link).


Inbound marketing e marketing de conteúdo

Já postei aqui no blog alguns textos sobre inbound marketing. Sobre marketing de conteúdo, já li até um e-book sobre o tema. Mas é sempre bom enriquecer o conhecimento com novas abordagens sobre o mesmo assunto. Em suma, a estratégia de inbound marketing trabalha com métodos para atrair o cliente através de conteúdos qualificados de marketing de conteúdo. Para saber mais, confira os textos abaixo:


What Is “Dark Social” and Is It Something You Should Care About? – no Simply Measured

Um dos primeiros textos que me deparei quando comecei a ativamente buscar artigos e matérias sobre social media falava sobre dark social. Com o título “Eveything we do in Social Media is wrong”, fiquei com um pé atrás sobre o conteúdo. Nesta semana, encontrei esse post no blog do SM sobre o tema e fiquei bem mais “consciente” – porque, além de falar sobre o problema, eles explicam como (tentar) lidar com ele.

In the early days of the web, everything was link-based, so we either discovered something via search, via link, or we went to the site directly by typing it into the browser or via bookmark. So if a site visitor arrived at the site without a referrer s/he had to be a direct visitor. But this was in the time of a simpler, smaller web, and before the rise of mobile.


Redes sociais e eleições: sim, a disputa já começou – no Scup

Por fim, mas não menos importante, um curto post do blog do Scup sobre as próximas eleições. Como o assunto da semana no blog foram as campanhas políticas nas mídias sociais, nada mais apropriado, certo?

Paralelamente, também não podemos esquecer que teremos eleições presidenciais nos Estados Unidos no próximo ano. Assim, é importante acompanhar como serão utilizadas as redes sociais nessas campanhas, pois elas podem se refletir em futuras ações de campanhas no Brasil. As próprias redes sociais já estão se preparando nesse sentido e oferecendo novas funcionalidades para os candidatos norte-americanos. É o caso do Twitter, que apresentou um botão de doação de verbas financeiras para os candidatos dentro da própria ferramenta.

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