Leituras da semana: planejamento, os problemas do Facebook e inspirações para social media

Antes de tudo, um aviso: já desisti de fazer o post com as leituras da semana no domingo. Ninguém quer trabalhar ou muito menos ler sobre o trabalho (mesmo que seja de interesse) num domingo. Ou seja, declaro aqui oficialmente que o novo dia do lançamento da coluna é às segundas-feiras (pra começar a semana antenada/o!) – o que não quer dizer que, por motivos maiores a mim, eu não atrase um dia (e já peço desculpas por todas as vezes que isso acontecer no futuro). No mais, vamos às leituras porque esta semana tem muita coisa boa e interessante!


Sobre planejamento

O Quero Ser Social Media agora está com um blog ativo! Ou seja, todos aqueles profissionais incríveis que ministram alguns dos cursos mais desejados da área de social media agora também compartilharão conhecimento através de blog posts. Para começar, separei três textos sobre planejamento (um assunto que já me interessava muito antes dessas leituras e que só aumentaram a minha simpatia pela função), provavelmente produzidos pela fantástica Dani Rodrigues. Destaco essa frase que me chamou atenção em um deles (mas recomendo a leitura todos!):

“Construa cenários e enredos para que seu consumidor tenha experiências e, então, ele mesmo falará o quão sua marca ou serviço é incrível.”


How to use social media at every stage of the sales funnel – por Rohan Ayyar, no Search Engine Watch

Todas as vezes que eu li sobre o funil de vendas em e-books ou leituras da semana, o tema principal era sempre inbound marketing (ou marketing de conteúdo, geralmente associado a e-mail/automação). Nesse texto, o autor propõe – no lugar do funil – uma escada rolante para pensar os estágios da venda em social media, na ordem: conhecimento, familiaridade, consideração, compra e lealdade – apresentando dicas de ações a serem executadas em cada um deles.

“If you want to know how engaged your audience is, you need to drill down deep into your social as well as web analytics. A tool that combines social media management and monitoring, such as Oktopost, can help you stay on top of customer conversations and get insights on their pains and pleasures. You can then respond to them in real-time.”


5 maneiras inteligentes de criar um conteúdo que vai muito além do básico – no Scup Ideas

Ainda na função de criação de conteúdo, temos este post bem legal do Scup. Trata-se de um resumo de um guia de marketing de conteúdo produzido pela Sprinklr, um whitepaper que traz conselhos de alguns grandes profissionais de marketing digital, onde eles dão algumas dicas inspiradoras para o tipo de conteúdo que deve ser produzido para o trabalho de social media.

“Para ser interessante, uma marca precisa criar um conteúdo que seja 100% para o público. Tire a marca da história. Transforme o cliente em herói e seu público prestará atenção. Valor não é negociável no cenário atual de informações supercompetitivas.”


[Opinião] Os perigos do “melhor horário para postagem” – por Amir Faria, no analise.digital

E já que estamos falando do trabalho e da criação em social media, vamos conversar sobre esse mito? Quando comecei a me interessar por social media e pesquisei superficialmente sobre assunto, encontrei diversos posts e estudos sobre os melhores horários para postagem. No entanto, no primeiro curso de métricas que fiz, já caí na real e percebi que isso (assim como tudo ou quase tudo em mídias sociais para empresas) é relativo. O mais legal desse texto é que o autor se preocupa em apontar pesquisas, citar profissionais relevantes e fazer análises comparativas – trabalhando menos no “achismo” e mais na realidade através dos dados.

“Mesmo que uma pesquisa seja feita estudando diversos segmentos de páginas ou perfis das redes sociais, ao se isolar um único segmento é possível detectar um padrão diferente de um padrão que existe no contexto global. E mesmo dentro de um único segmento, empresas podem ter um desempenho diferente com clientes semelhantes. Algumas podem entender o cenário que atuam e podem decidir não confrontar seus concorrentes nos mesmos horários.”

 


(Alguns d)Os (vários) problemas do Facebook

O império de Mark Zuckerberg quase nunca fica de fora dos assuntos abordados na leitura da semana justamente porque é um império – atualmente, pra falar sobre internet, precisamos falar sobre ele. Acontece que o Facebook é uma plataforma/site de rede social bem problemática, tanto para usuários quanto para as empresa/marcas/negócios. No entanto, como as pessoas permanecem lá, os anunciantes não têm outra opção senão se render ao jogo do gigante das redes. Mas e se alguns problemas surgissem e começassem a incomodar de verdade – e, para as empresas, “de verdade” significa monetariamente – os criadores de conteúdo? Duas das novidades da empresa – o Instant Articles e o investimento (intenso) em vídeos – têm criado certo incômodo para publishers, anunciantes e criadores de conteúdo. Confira nas leituras que separei abaixo:


Dados fora da caixa: menos pesquisas W.E.I.R.D., mais abrangência em Business Intelligence – por Juliana Freitas, no Dataísmo

Tem alguns textos que servem para a sua educação profissional (com informações úteis que te acrescentam habilidades específicas) e tem outros que são aprendizados de vivência, que acrescenta à sua visão de mundo. No meio desse Diagrama de Venn, está a nova publicação do Dataísmo. Retoma também um aprendizado das leituras sobre planejamento: não vá atrás de respostas que você deseja encontrar, mas aprenda a tirar o melhor proveito do que aparece nos seus resultados.

“Ok. A expressão “fora da caixa” surgiu há mais de 20 anos e hoje em dia não podemos dizer que este mote é “fora da caixa”, pois já tornou-se clichê e… resumido, inclusive. Atualmente, é usada frequentemente no marketing e na publicidade. Mas qual, realmente, a sua aplicação? Quantas campanhas e pesquisas podemos listar que possuem dados sobre as pessoas fora do eixo W.E.I.R.D., mas que são atuantes na sociedade, mas nem sempre possuem visibilidade?”


Como ir além da ferramenta de monitoramento – no Quero Ser Social Media

Como avisei lá no início, o QSSM agora está com um blog ativo – que já tem alguns textos bem interessantes sobre monitoramento, métricas e planejamento. Nesta publicação, são apresentadas algumas opções de análise de sentimento da marca que não podem ser feitas através das ferramentas, já que o trabalho é feito em locais mais “privados” ou onde as ferramentas não são capazes de fazer coleta. São pequenas dicas que podem fazer muita diferença.

“Devemos ter em mente que a ferramenta de monitoramento não pode ser considerada a única fonte de informação das mídias sociais. Há muitos dados que, além de não serem coletados pelas ferramentas, devem ser incluídos na análise e serem explorados de forma manual. Entretanto, deve-se lembrar que essas buscas manuais devem ser vistas como recursos qualitativos, ou seja, de verificar o teor dos assuntos e não quantificá-los.”


5 Tips For Reporting to Your Boss – por Willian Miller, no Socialbakers

E já que estamos falando sobre monitoramento e dicas práticas, aqui está um post bem bacana do Socialbakers de como fazer um bom relatório (para apresentar ao chefe). Vale lembrar que não há uma fórmula padrão para todas as empresas e/ou ferramentas, por isso todas as dicas distribuídas por grandes profissionais – ver também este post do QSSM – devem ser levadas em consideração por quem deseja melhorar seu desempenho.

“Speaking of realistic goals, looking at your own results in a vacuum on social won’t tell you much. Sure, you can (and should) compare your current results with past results, in order to evaluate your progress. But to objectively evaluate your activities, it is necessary to compare your results with competitors. The best way how to set realistic goals is to benchmark your performance against industry averages and competitors.”


“Da procura à compra”: por uma jornada de compra com menos “ruídos”

Destoando um pouco dos outros assuntos da semana, trago aqui dois textos ainda muito úteis para quem trabalha com marketing digital (principalmente com e-commerce). No primeiro, o autor analisa o desempenho da empresa Lowe (uma grande varejista norte-americana de produtos para casa) numa jornada de compra online – desde a busca (SEO) até a compra (landing page e checkout). Já o segundo faz uma análise mais abrangente de diferentes páginas de e-commerce, ilustrando exemplos e indicando quais seriam os melhores caminhos a se traçar para obter um melhor resultado de conversão.


Quer tirar seu email marketing do SPAM? – por Ricardo Fernandes, no Publicitários Social Club

Pra finalizar, um resumão do que aconteceu na Email Marketing Summit, realizada pela Media Education no início do mês. Na publicação, o autor compila algumas dicas-base do que foi passado durante a conferência por alguns especialistas em métricas, construção e design sobre algumas das tendências e novidades para a prática de e-mail marketing.

“A ideia é: email-marketing é uma das estratégias que oferece o melhor ROI (Return on Investment) pelo seu potencial de alcance e customização e pelo seu baixo custo. Mas sem mensuração e análise dos resultados, a estratégia vai por água abaixo. Sem análise, não há como identificar os KPIs na sua campanha. Nem como conhecer o que funciona ou não para o seu público (para poder investir naquilo que dá certo). A reputação, então, vai por água abaixo. E o ROI, claro, vai junto. Não caia nessa: invista em análises aprofundadas das suas campanhas – e de forma sistêmica, o que é ainda mais importante.”

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