Leituras da semana: ad-blocking, tecnologias do futuro e o marketing digital

Na semana passada (ou pelo menos no último post de leituras da semana, que escrevi com atraso), estipulei a meta de, até o final de outubro, limpar toda a minha lista de textos do Pocket. Mas, antes disso, decidi também que tinha que salvar todos links favoritados no Twitter (para ler depois) no app de leitura – assim o fiz, e acumulei mais de 250 textos para ler. Nessa primeira semana do “desafio”, consegui diminuir esse número para 180 – e pretendo, nos próximos dias, ter um número maior de textos lidos do que de novos textos salvos, para deixar esse valor cada vez menor. Meu objetivo não é “ostentar” todas essas leituras, mas tentar “tirar o atraso” do conhecimento sobre um mercado e um universo que está em constante mudança.


O desafio do ad-blocking

Na semana passada, falei brevemente – com dois artigos – sobre esse tema. Nesta semana, por coincidência ou não, o assunto ganhou força e gerou alguns artigos interessantes de análise e de opinião. A verdade é que, como explica muito bem o primeiro texto, do HubSpot, o ad-blocking deve se tornar uma realidade e os profissionais de marketing digital – principalmente aqueles ligados à compra de mídia – devem estar preparados para mudanças. O que me deixa ainda curioso é como isso vai afetar a tendência da compra de mídia programática, sobre a qual também divulgo uma matéria do G1 que ilustra bem o assunto.


As “coisas” do futuro

Nesse contexto de mudanças e desafios, encontrei também dois textos que falam um pouco sobre as novidades do marketing digital num futuro próximo. O primeiro, sobre a “internet das coisas”, me parece um pouco demasiadamente entusiasta, mas apresente alguns conceitos bacanas que valem a reflexão; já o outro, da dp6, é um pouco mais pé no chão e aborda a novidade – que já não é mais novidade, principalmente em outros países – dos wearables com dificuldades pertinentes para os profissionais de comunicação digital nessa frente. Embora ainda estejam(os) aprendendo a se adaptar ao mobile, o futuro chega mais rápido do que podemos imaginar.


A famosa experiência de uso

São muitos os termos, conceitos e expressões utilizados dentro do mercado de mídias sociais e de marketing como um todo. Muitas vezes, eles significam a mesma coisa, mas com uma sofisticação mais elaborada. E é assim que, nesta semana, descobri o que exatamente significa UX (ou experiência de uso) – nada mais é do que o modo como a marca proporciona os seus serviços ou produtos ao consumidor. Para um conhecimento mais apurado, vale a leitura dos dois textos que selecionei (e com os quais aprendi).


Marcas usam as redes sociais para cativar os consumidores – na Época Negócios

Essa matéria da Época não é muito técnica, mas achei uma ótima peça jornalística sobre monitoramento e marketing real-time (com tantas gafes que vemos por aí sobre má interpretações de dados das mídias sociais, vale valorizar o trabalho bem feito). A revista entrevistou alguns profissionais sobre o assunto e levantou alguns cases bem bacanas, olhando imparcialmente os dois lados da moeda.

A Coca-Cola avança sobre as redes sociais em quatro etapas. Elas são segmentadas em 1) escutar, 2) reagir, 3) falar e 4) amplificar. Muitas vezes, entre o começo e o fim dessa sequência não se passam três horas. Aliás, o real time é veloz. Velocíssimo. Exige, como se diz, timing. Tudo pode começar pelo monitoramento das redes, quando se capta uma oportunidade de inserção da marca em um burburinho digital. “Precisamos ouvir os consumidores e contextualizar o que eles desejam ver nas redes sociais”, diz Rafael Prandini, diretor de real time marketing da multinacional no Brasil. “Depois, fazemos com que essas conversas cheguem a um público mais amplo.”


“São os fãs que constróem a cultura de uma marca, e não contrário” – no Projeto Draft

Meredith Levine é uma fantropóloga/fantropologista na Zefr, empresa que segmenta e estuda vídeos no YouTube para criar oportunidades de negócios para as empresas. Nessa entrevista, ela fala um pouco sobre a sua visão antropológica da relação entre marcas-usuários-fãs com alguns argumentos bem interessantes. Por ora, também relacionado sobre o assunto, vale ler sobre o Twitter Niche, nesse post do Dataísmo, novidade do Twitter que promete juntar influenciadores às marcas.

Quando os fãs produzem vídeos ou postam conteúdos nas redes, é o que chamamos no meio acadêmico de trabalho dos fãs. Eles estão fazendo um trabalho com um valor real e que, de outra maneira, as companhias teriam que pagar para vê-lo realizado. É uma contribuição ao marketing. Algumas empresas de comunicação já entendem parte disso. As mais antenadas estão começando a mudar suas estratégias de marketing e de distribuição para que os fãs possam ter o que querem, quando querem e da maneira como querem.


Quem deve cuidar do SAC 2.0: o Marketing ou o Atendimento? – por Hélio Basso, no Media Education

Muito se fala sobre SAC 2.0, mas poucos artigos abordam essa questão de maneira prática e com diretrizes eficazes de atuação. Esse texto apresenta alguns conceitos interessantes sobre omnichannel e Índice de Esforço do Cliente (IEC) – uma leitura enriquecedora para quem atua nessa vertente do marketing digital.

Primeiro você precisa entender o que é “vazamento” de SAC. É um termo muito usado em operações de atendimento. Imagine o esforço de clientes para serem atendidos nos canais tradicionais de uma marca (telefone, chat ou fale conosco). Quase sempre esse esforço é grande e isso leva a um vazamento: o cliente vai “vazando” do telefone para o chat, do chat para o fale conosco, do fale conosco para o Facebook, do Facebook para o Twitter, do Twitter para o Reclame AQUI, por exemplo (não necessariamente nessa ordem). Ele faz isso por estar em busca de um canal onde alguém o atenda com mais rapidez.


Minha Pequena Marca e o Email Marketing – por Dennis Altermann, no Midiatismo

O Midiatismo está com uma série bem bacana com posts “para iniciantes” no universo do marketing digital. Nesse capítulo, todo o processo de e-mail marketing (desde a prospecção do cliente até a mensuração dos resultados) é destrinchado e explicado minuciosamente, etapa por etapa.

Uma forma simples de pensar emails é entender que cada email enviado é uma mensagem que procura uma ação. Para facilitar, pense. O que você quer que a pessoa faça após receber aquele email? Ir na sua loja? Comprar uma oferta? Visitar o seu site? Defina uma ação para o email e utilize um “call-to-action” (chamada para ação). O call-to-action é um botão que tem mais destaque que o resto da mensagem, isso ajuda a direcionar a ação do usuário que abriu o email.


How to Create a Winning Social Media Strategy in 5 Steps – no Socialbakers

Desde que comecei realmente a me interessar por marketing digital e mídias sociais, tenho lido vários textos que mostram o quão complexo esse trabalho – bem feito – realmente é (exige pesquisa, planejamento, criação, análise, etc., e cada uma dessas vertentes se desdobram e nichos ainda menores). Ainda assim, é sempre bom voltar algumas casas e ter uma visão macro do que significa uma boa estratégia de atuação em social media – e é o que, com apenas cinco passos, esse artigo explica de forma bem simples.

To really develop a unique and effective content strategy, it’s important to understand your competitors’ social media performance, as well as yours. Create a list of your immediate competitors and see what they’re doing on social. Competitive analytics will be crucial moving forward, as you consistently benchmark your success, stay on top of industry trends and seek inspiration. Sometimes the best ideas can stem from your competitor’s ac­tions.


Dois cuidados e a natureza de uma boa métrica – Por Willian Sertorio, no Blog de AI

Esse é um daqueles textos que serve tanto para iniciantes quanto para profissionais seniores. Embora curto, apresenta de forma simplificada a importância dos cuidados necessários para a análise de métricas.

“Aumento na conversão da semana passada” é melhor do que “2% de conversão”. A chave aqui é fazer uma análise coorte, onde você acompanha uma métrica através de diferentes grupos de pessoas, em diferentes períodos de tempo. Por exemplo, você gera tráfego para o seu produto através de Adwords e mede a conversão por uma semana. Mas você também mede engajamento e desistência (churn) para os mesmos usuários. Então, você faz uma mudança no seu produto e mede estes mesmos números em outro grupo de usuários, no mesmo período de tempo. Cada um desses grupos é denominado como um coorte.


Love ‘Em or Hate ‘Em: 9 Interesting Facts About List Posts – no HubSpot

Você já deve ter se deparado com algum texto ou palestra sobre a “Buzzfeedização” da internet – que, acredito, seja a popularização de posts tipo listas por toda a web. Nesse post muito interessante do HubSpot, eles explicam psicológica e qualitativamente por que essas listas funcionam tão bem – como o próprio título diz, você gostando ou não.

The whole organization of the list post is around a number. The list post, as Copybloggerexplains it “makes a very specific promise of what’s in store for the reader.” The brain loves that. Why? Psychologists surmise that it’s a result of cognitive functional specialization. What’s cognitive functional specialization? It’s the idea that different areas in the brain are specialized for different functions.

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